Os seres humanos desde que nascem já possuem a capacidade inata de sentir emoções básicas, como alegria, amor, tristeza, raiva, medo, nojo, repugnância, surpresa e interesse. O medo por exemplo, é a função básica de preservação da vida. E seu principal objetivo é antecipar o dano físico e psicológico. Paralelamente sentimos também emoções denominadas secundárias ou sociais, tais como: inveja, orgulho, gratidão, simpatia, compaixão, desprezo, culpa e vergonha. Em se tratando de culpa e vergonha, embora tenhamos prontidão biológica, ambas emoções demandam um maior desenvolvimento cognitivo e rompem mais tarde na vida do ser humano.
Tal qual a natureza, onde temos um inverno mais prolongado ou um verão mais brando em algumas ocasiões, assim são as nossas emoções. Não se sustentam em si, ou seja, possuem começo, meio e fim. E por não serem permanentes, toda emoção é limitada no tempo e cessa após atingir um certo pico de intensidade.
As emoções são multifacetadas e como tal se apresentam de inúmeras maneiras. Elas podem ser ruins, mas também podem ser boas. Depende muito do nosso estado de espírito e da nossa percepção frente a uma dada situação. Ou seja, dependerá de como essa emoção será percebida por nós, vivenciada e trabalhada interiormente. E isso se dá de maneira subjetiva e extremamente diversa, de pessoa para pessoa. Pois o que impacta um, nem sempre impacta outro.
Há momentos que uma emoção pode se sustentar sim, e se sobressair mais que outras. Como também pode se autoperpetuar, mesmo que relativamente possua uma duração mais curta. Portanto, quando uma dada emoção persiste durante alguns dias, ela se converte em um estado de humor. Diversamente das emoções que sentimos, os estados de humor duram dias, meses e até anos. Esses estados de humor respectivamente, demandam de eventos causadores claros. Outros, nem tanto.
Como já leu anteriormente, já sabe que a tristeza é uma emoção básica. Mas você sabia que a depressão é um estado de humor? Deriva de uma emoção que persiste, por mais tempo, porém é limitada. Ela não é infinita, e se bem trabalhada em terapia podemos sim modificar essa emoção e esse estado de humor? Não há nada de errado em senti-la, é perfeitamente normal. Mas se você percebe que ela está mais intensa, dolorida, difícil para lidar sozinho, não hesite, entre em contato comigo. A Terapia Cognitivo-Comportamental pode te ajudar! Grande abraço,
Psicóloga Maria Luiza de Mello Nigro – CRP 08/05850.
