A ansiedade ocasiona uma série de sintomas que podem surgir no indivíduo. Ela chega de mansinho e vai se tornando um monstro “assustador”. Acarretando prejuízos e ocasionando inúmeros sintomas físicos, cognitivos, emocionais e comportamentais. Do ponto de vista fisiológico, a ansiedade é deflagrada, porque o cérebro percebe uma potencial ameaça ou ameaça real, propriamente dita. Isso ativa a amigdala cerebral instintivamente, fazendo com que o hormônio cortisol e a adrenalina, sejam liberados através das glândulas suprarrenais. Isso gera uma resposta de luta ou fuga, que consequentemente desencadeará certos sintomas em seu organismo. É muito bom conhecê-los para melhor identificá-los.
Como sintomas físicos da ansiedade, observaremos o aumento da respiração, podendo acarretar falta de ar, pressão no peito, cefaleia, fraqueza, sensação de desmaio e formigamento. Aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, como também diminuição da saliva e sensação de boca seca. Uma diminuição no funcionamento do intestino e estômago, também costuma ocorrer. O que poderá provocar queimação, refluxo, náusea, vômito, dores e diarreia aguda, seguida de constipação. Na bexiga, poderá ocasionar maior vontade de urinar. Constata-se também uma maior tensão muscular, pele pálida, gelada e sudorese.
Como sintomas cognitivos, a ansiedade pode ocasionar o medo de perder o controle, de ser incapaz de enfrentar, medo de enlouquecer, de se machucar ou morrer. Perda de foco, de objetividade, memória fraca, dificuldade de raciocínio e dificuldade na fala. Hipervigilância do perigo, pensamentos negativos, imagens ou lembranças assustadoras, medo de avaliação negativa dos outros, percepções de irrealidade ou alheamento.
Como sintomas comportamentais da ansiedade, observa-se a fuga, escape, evitação de possíveis ameaças ou situações com intuito de buscar segurança e reassegurar-se. A agitação e impulsividade torna-se aumentada e em alguns casos, observa-se a imobilidade e a paralisia. O indivíduo poderá também apresentar mais uma ansiedade manifesta por comportamentos físicos do que cognitivos, e vice-versa.
E por fim, como sintomas emocionais a ansiedade acarreta tensão, nervosismo, irritabilidade e grande impaciência no sujeito. Como também apreensão, frustração e medo. Em alguns casos, grande pavor.
Agora que você já sabe identificar os sintomas da ansiedade, vamos verificar como anda a sua? Responda para você mesmo(a), a seguinte pergunta: analise a sua ansiedade e dê uma nota de 0 a 100%, em que nível está a sua ansiedade? Dependendo da sua resposta, você perceberá se está em um nível mais baixo, moderado ou alto. Quando ela está de moderada a muito alta, intensa, desproporcional e você percebe que está muito difícil para lidar com ela sozinho(a). É hora de olhar com mais carinho e atenção para você e procurar ajuda profissional. Não sofra sozinho(a), busque uma psicoterapia. Mesmo que já esteja fazendo tratamento medicamentoso com o psiquiatra, saiba que é muito importante aliar psicoterapia ao seu tratamento para obter uma melhora efetiva.
Entre em contato comigo e agende uma sessão. A terapia cognitivo-comportamental que é uma das abordagens em que trabalho, possui protocolos específicos comprovados cientificamente e inúmeras ferramentas, para o tratamento da ansiedade que poderá auxiliá-lo(a).
Grande abraço,
Psicóloga Maria Luiza de Mello Nigro – CRP 08/05850.
